Durante a audiência, foram apresentados os relatórios ao Projeto de Lei 2177/11, que institui o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; e a PEC 290/13, que cria incentivos para o setor
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, participou nesta quarta-feira (23) de audiência pública na Câmara dos Deputados, promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. O evento foi realizado em conjunto com as comissões especiais que analisam o projeto de lei que institui o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (PL 2177/11) e a proposta de emenda à Constituição (PEC 290/13) que cria incentivos para o setor.
Na reunião, foram apresentados os pareceres dos relatores do PL 2177/11, deputado Sibá Machado, e da PEC 290/13, deputado Izalci, que solicitaram a realização da audiência.
Participaram do debate:
– o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal, Alexandre Gouveia;
– a procuradora jurídica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Maria Cristina Leftel;- o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, Paulo Borhausen;
– o secretário da Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Nelson Fujimoto;
– o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antonio de Oliveira;
– o secretário de Biodiversidade e Floresta do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Brandão Cavalcanti;
– o gerente da Divisão de Tecnologia Sustentável do Ministério da Defesa, Geraldo Antônio Diniz Branco;
– o chefe da Seção de Mobilização Aeroespacial, Ciência e Tecnologia do Estado-Maior da Aeronáutica, Anselmo Modesti;
– o representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado-Maior da Marinha, Waldemar de Oliveira Pinto;
– o assessor jurídico do Departamento de Ciência e Tecnologia do Comando do Exército, Carlos Roberto de Melo;
– o coordenador da bancada da Região Norte no Congresso Nacional, deputado Sebastião Bala Rocha (SDD-AP).
Fonte: Lara Haje
Agência Câmara Notícias
O livro “Flora das Caatingas: História Natural e Conservação”, de José Alves de Siqueira Filho, pesquisador da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), foi o vencedor da categoria Ciências Naturais do 55º Prêmio Jabuti.A publicação reúne a produção científica desenvolvida no Centro de Referências em Recuperação de Áreas Degradadas (Crad Caatinga) da Universidade e foi escrito com a colaboração de cerca de 100 botânicos de aproximadamente 40 instituições do País.
“Flora das Caatingas…” representa a bibliografia mais atual e bem ilustrada sobre uma parte importante da biodiversidade brasileira. Editado pela Andrea Jakobsson Estúdio Editorial, da cidade do Rio de Janeiro, foi lançado também em inglês. A edição contou com o apoio financeiro do Ministério da Integração Nacional.
“Este prêmio renova a esperança de chamar a atenção da sociedade brasileira para a urgente conservação das Caatingas e do Rio São Francisco, patrimônios endêmicos do Brasil e do povo brasileiro. A Botânica e a Ecologia do Brasil ganham muito com tudo isso. O momento atual é de ampliar o salto de qualidade que a academia brasileira pode oferecer à Nação. Precisamos sair do campo da diagnose e recomendações, muitas das quais contidas no livro, para efetivar ações sustentáveis”, diz o autor.
A 55a Edição do Prêmio Jabuti recebeu mais de 2 mil inscrições em suas 27 categorias. Grande premiação editorial do País, o Prêmio Jabuti é organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Os laureados em todas as categorias que compõem o prêmio receberão o troféu Jabuti e o valor de R$ 3,5 mil. A cerimônia de entrega aos vencedores do Prêmio Jabuti 2013 acontecerá dia 13 de novembro, na Sala São Paulo.
A Pesquisa – A organização do “Flora das Caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação” contou com a colaboração de 99 pesquisadores de 39 instituições – além da própria Univasf -, todos com titulação científica e, alguns deles, ilustres também no Exterior. O livro é o resultado de quatro anos de pesquisa científica na área de influência do Programa de Integração do Rio São Francisco.
A obra apresenta 1.031 registros de plantas e atesta a riqueza da flora do bioma caatinga, muitas vezes retratado apenas a partir de imagens monocromáticas. Ilustrado com flores e muitas cores, o livro acaba com falsos mitos, como o da baixa diversidade do bioma. Para se chegar ao resultado, foram percorridos 340 mil quilômetros em 212 expedições.
O autor – Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, mestre e doutor em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco, José Alves de Siqueira Filho é Professor da Univasf. Também é autor do livro “Fragmentos de Mata Atlântica do Nordeste: Biodiversidade, conservação e suas Bromélias”.
A obra pode ser adquirida pelo site do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (Crad), da Univasf.
Próximo à data da Conferência das Partes 2013 (COP-19), representantes da indústria química brasileira e internacional, autoridades do governo e de órgãos ligados à área de meio ambiente e sustentabilidade se reunirão no Seminário ‘Mudanças Climáticas: Em busca de soluções sustentáveis’, em 4 de novembro. O objetivo do evento é gerar conteúdo para auxiliar o Governo a formular, junto às empresas, o posicionamento do País sobre a emissão de gases de efeito estufa (GEE) para a COP-19, que será em 22 de novembro de 2013, na Polônia.
Na opinião do professor Luiz Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a contribuição da indústria na emissão de GEE vem do uso de energias poluentes e do consumo de combustível. Portanto, uma forma de mitigar os impactos é aumentar a eficiência energética dos processos e usar combustíveis mais limpos. “É possível aplicar ciclos combinados de geração de energia com gás natural ou biocombustível”, afirma.
A indústria também contribui para o aumento da emissão de GEE ao transportar seus produtos, devido à característica brasileira, que adota o transporte rodoviário como principal meio de distribuição de bens. Entretanto, já há tecnologias capazes de reduzir esse impacto. De acordo com o sócio-diretor da Concórdia Transportes Rodoviários e vice-coordenador da Comissão de Parceiros do Atuação Responsável da Abiquim, Benedito Teles, os caminhões fabricados a partir de 2012 emitem até 180 vezes menos partículas de enxofre do que os mais antigos.
A indústria química colabora nessa área à medida que produz a ureia do ARLA 300, aditivo purificador dos gases que saem pelo escapamento de caminhões modernos, e quando produz o plástico, que tem substituído peças dos veículos antes fabricadas em aço. “O material reduz o peso do caminhão, aumentando sua capacidade de carga, diminuindo, assim, o número de viagens e, consequentemente, reduzindo as emissões”, explica Teles. Os pneumáticos verdes, mais leves, também atuam com a mesma função.
Para o professor Rosa, os debates ajudarão a pensar nas possíveis soluções sustentáveis que podemos alcançar para mitigar as mudanças climáticas. “O Seminário difundirá conhecimento e auxiliará na formação de opinião”, analisou.
O evento é organizado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com apoio da Basf, Braskem, Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Conselho Internacional das Associações das Indústrias Químicas (ICCA).
SERVIÇO
Seminário: Mudanças Climáticas: em busca de soluções sustentáveis
Data: 4 de novembro de 2013
Horário: das 8h30 às 18h
Local: sede da CNI. Rua Surubim, 504 – Brooklin Novo, São Paulo (SP)
Taxa de inscrição: R$ 400,00 (associadas à Abiquim) ou R$ 600,00 (não associadas).
Inscrições: http://www.abiquim.org.br/curso-e-evento/lista-de-evento
*Com informações da Assessoria de Comunicação da Abiquim